30 pérolas reacionárias. Para nunca votar na direita!

1-D. Pedro I, pressionado para substituir o ministério, na véspera da abdicação:
“Tudo farei para o povo; mas nada pelo povo”.
(citado em NOGUEIRA, Denio. Raízes de uma nação: um ensaio de história sócio-econômica comparada. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1988, p. 330)
2-Alexis de Tocqueville- O sofisticado liberal comenta as ações genocidas do general Bugeaud na Argélia:
“Tenho ouvido freqüentemente na França homens, que respeito muito mas que não apoio, achar condenável o fato de queimar as colheitas, esvaziar os silos e afinal apropriar-nos dos homens desarmados, das mulheres e das crianças. Trata-se, na minha opinião, de necessidades desagradáveis, mas às quais será obrigado a se submeter qualquer povo que queira travar guerra contra os árabes”. (citado em LOSURDO, Domenico. Contra-História do liberalismo. Aparecida: Idéias e Letras, 2006, p. 248)
3-Adolphe Thiers (1797-1877)- Outro liberal, três vezes primeiro-ministro da França, em pronunciamento na Comissão sobre a Instrução Primária, em 1849:
“Quero tornar a influência do clero todo-poderosa, porque conto com ele para propagar esta boa filosofia que ensina ao homem que ele veio a este mundo para sofrer e não aquela outra filosofia que, pelo contrário, diz ao homem: Goza”.
(citado em LAFARGUE, Paul. O direito à preguiça e outros textos. São Paulo: Mandacaru, 1990, p. 13)
4-William Lecky (1838-1903)
Historiador britânico conservador fala sobre a mortalidade infantil entre os pobres na década de 1880:
“A reforma sanitária não é uma coisa totalmente boa quando permite aos membros fracos e doentes da comunidade, que em estágio diferente da sociedade teriam morrido na infância, crescer e multiplicar-se, perpetuando um tipo enfraquecido e a mancha de uma doença hereditária”.
(citado em LOSURDO, Domenico. Contra-História do liberalismo. Aparecida: Idéias e Letras, 2006, p. 229)
5-Herbert Levy- Líder empresário e político da UDN se volta furiosamente contra a concessão do salário-mínimo ao trabalhador rural (20 de março de 1963):
“Essa massa de trabalhadores rurais, de colonos, não está preparada para sequer cuidar, por conta própria, de um punhado de terra que seja. É uma parte de nossa população tão inferiorizada que não está, em sua maioria, psicologicamente, educacionalmente e até fisicamente preparada para assumir as responsabilidades de direção de uma propriedade, por mínima que seja”.
(citado em BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. A UDN e o udenismo: ambigüidades do liberalismo brasileiro, 1945-1965. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981, p. 195)
6-Sandra Cavalcanti- A deputada da UDN, na convenção nacional do partido em 1959, aponta para o papel fundamental das mulheres na campanha de Jânio Quadros à presidência:
"A campanha da vassoura representa a contribuição feminina mais importante em política de que se tem notícia na História do Brasil, pois, no instante em que AS MULHERES ENTREGAM AOS HOMENS O SEU INSTRUMENTO DE TRABALHO DOMÉSTICO, não entregam apenas um símbolo, fazem-no com exigências. (citado em BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. A UDN e o udenismo: ambigüidades do liberalismo brasileiro (1945-1965). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981, p. 269, notas).
7-George Fitzhugh (1806-1881)- O maior teórico pró-escravidão do Sul dos EUA é transparente:
Concluímos que cerca de dezenove indivíduos em cada vinte tenham "o direito natural e inalienável" de serem cuidados e protegidos, de terem tutores, curadores, maridos, ou senhores; em outras palavras, têm o direito natural e inalienável de serem escravos. Um em cada vinte, evidentemente, nasceu, foi educado ou de algum modo preparado para o comando e a liberdade. (Fitzhugh em Sociologia para o Sul. Citado em GENOVESE, Eugene D. O mundo dos senhores de escravos: dois ensaios de interpretação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979, p. 176)
8-Saturday Review (1864)
Uma publicação inglesa voltada para as classes média e alta expõe sua ideologia sem meias medidas:
"Do garoto ou do homem pobre inglês espera-se que ele se lembre sempre da condição na qual Deus o colocou, exatamente como do negro espera-se que se lembre sempre da pele que Deus lhe deu. Em ambos os casos a relação é a que subsiste entre um superior e um inferior perpétuo, entre um chefe e um dependente: por maior que possa ser, gentileza ou bondade nenhuma pode alterar essa relação". (citado em LOSURDO, Domenico. Contra-História do liberalismo. Aparecida: Idéias & Letras, 2006, p. 125)
9-Henry Kissinger - O secretário de Estado norte-americano, em junho de 1970, tenta justificar a ação da CIA, que pressionava jornais e partidos chilenos no sentido de tentar impedir a vitória de Salvador Allende, afinal eleito presidente do Chile em 4 de setembro de 1970.
"Não vejo por que razão havíamos de cruzar os braços, sem agir, ao vermos um país tornar-se comunista devido à irresponsabilidade do seu povo".
(citado em PEÑA, Paco. As intervenções norte-americanas na América Latina. In: O livro negro do capitalismo (org. Gilles Perrault). Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 323)
10-Ernest Renan (1823-1892)
O liberal francês, partidário entusiasmado do colonialismo, esbraveja depois da derrota de seu país na guerra contra a Prússia:
"Um país democrático não pode ser bem governado, bem administrado, bem comandado".Renan, La Réforme intellectuelle et morale de la France, 1871. (Citado em CHÂTELET, François; DUHAMEL, Olivier; PISIER-KOUCHNER, Evelyne. História das idéias políticas. Rio de Janeiro: Zahar, 1990, p. 239)
11-Hector Ortiz, secretário de Autonomia do departamento de Beni, na Bolívia, faz a profissão de fé do verdadeiro idiota latino-americano:
"Somos totalmente diferentes do Ocidente. Eles (nos Andes) têm nariz chato e são menos inteligentes. Não temos culpa disso. Eles gostam do "Macacão" que é o Hugo Chávez, nós não. Morales é um ignorante, nós somos inteligentes. Evo fala para um bando de cocaleiros e narcotraficantes, não fala para nós, do Oriente. Ele é um colla (indígena) que quer impor sua vontade à região mais rica do país. Como poderemos conversar civilizadamente? Eles não são civilizados como nós".
(citado em O Globo, 12 de agosto de 2008, p. 25)
12-John Stuart Mill (1806-1873)- O pensador e político londrino faz sua crítica ao discutível igualitarismo norte-americano:
"As instituições americanas gravaram fortemente no espírito americano que qualquer homem (de pele branca) é tão bom quanto qualquer outro; e sente-se que este falso credo está intimamente ligado com alguns pontos mais desfavoráveis do caráter americano. Não será um pequeno malefício se a constituição de qualquer país sancionar este credo, visto que acreditar nele, de modo tácito ou expresso, é quase tão prejudicial quanto qualquer efeito que muitas formas de governo possam produzir".
MILL, John Stuart. Considerações sobre o governo representativo; São Paulo: Escala, 2006, p. 148)
13-Joaquim Murtinho (1848-1911)- O poderoso ministro do governo Prudente de Moraes era um campeão do “racismo contra”:
Não podemos como muitos aspiram, tornar os Estados Unidos da América do Norte como tipo para o nosso desenvolvimento industrial, PORQUE NÃO TEMOS APTIDÕES SUPERIORES DE SUA RAÇA, força que representa o papel principal no progresso industrial desse grande país.
(citado em FARIA, Fernando Antonio. Os vícios da Re (s) pública: negócios e poder na passagem para o século XX. Rio de Janeiro: Notrya Editora, 1993, p. 254)
14-Vittorio Canepa-
O diretor da primeira prisão feminina do antigo Distrito Federal (Rio) define o papel da mulher na sociedade:
"(...) quanto mais a mulher assumir os papéis masculinos, as atribuições sérias que são PRIVATIVAS DO HOMEM, mais estará exposta a delinqüir. Seu verdadeiro destino social, LER AÍ A SUA DOMESTICIDADE (...) salvaguardam-na [sic] dos perigos do mundo a que está submetido o homem".
(citado em CUNHA, Olívia Maria Gomes da. Criadas para servir. In: Quase-cidadão: histórias e antropologias da pós-emancipação no Brasil/ organizadores Olívia Maria Gomes da Cunha e Flávio dos Santos Gomes. Rio de Janeiro: FGV, 2007, p. 403)
15- Theodore Roosevelt (1858-1919), presidente dos EUA:
"Não chego a pensar que os índios bons sejam os mortos, mas creio que entre dez nove sejam assim; e nem gostaria de investigar muito sobre o décimo".
(Hofstadter, 1960, p. 208. Apud LOSURDO, Domenico. Contra-História do liberalismo. Aparecida: Idéias e Letras, 2006, p. 347)
16-Domingos de Andrade Figueira (1834-1919)
O parlamentar fluminense, além de defender ferrenhamente a escravidão diante da possibilidade do Ventre Livre, faz sua doutrinação ultraconservadora:
"Senhores, não é possível inverter uma ordem de coisas estabelecida na sociedade, não é possível invertê-la pelo modo porque se pretende fazê-lo, brusca e impacientemente, sem que os interesses criados e consagrados ergam sua voz. Serei a voz dos interesses gerais, agrícolas e comerciais, diante do movimento que a propaganda abolicionista pretende imprimir à emancipação da escravatura no Brasil".
(citado em SALLES, Ricardo. E o Vale era o escravo. Vassouras, século XIX. Senhores e escravos no coração do Império. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008, p. 123)
17-Efraín José Ríos Montt
O ditador centro-americano, um dos protagonistas do "Genocídio guatemalteco" da década de 1980, expõe em pronunciamento sua política para as comunidades indígenas:
"Si están con nosotros, los alimentaremos; si no lo están, los mataremos".
Citado em POLETTO, Ricardo dos Santos. As perspectivas democráticas da luta armada ao voto na América Latina: os casos dos "partidos guerrilheiros" do M-19, na Colômbia, da FMLN, em El Salvador e da URNG, na Guatemala. In: Revista Múltipla- Ano XII vol. 17-nº 23, dezembro de 2007, p. 42.
18-Herbert Spencer (1820-1903), pai do darwinismo social:
"Em parte eliminando aqueles que menos se desenvolvem e em parte sujeitando os que permanecem à incessante disciplina da experiência, a Natureza garante o aparecimento de uma raça que entenderá as condições de existência e ao mesmo tempo saberá enfrentá-las. É impossível, de qualquer maneira, suspender essa disciplina interpondo-se entre a ignorância e suas conseqüências, sem, numa mesma proporção, deter o progresso. Se ser ignorante fosse tão seguro quanto ser sábio, ninguém se tornaria sábio".
citado em GALBRAITH, John Kenneth. A era da incerteza. São Paulo: Pioneira, 1980, p. 38.
19-O Estado de São Paulo, 13 de abril de 2002
Um editorial deste periódico compara a quartelada frustrada contra Hugo Chávez com o golpe brasileiro de 1964, justificando os dois eventos sem nenhum pudor:
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"O que ocorreu na Venezuela não foi um simples golpe de Estado que tirou do poder o coronel Hugo Chávez. Foi- assim como ocorreu no Brasil em 1964- uma reação cívica a um governo que, eleito em pleito livre, em conseqüência do cansaço popular com partidos que já não tinham representação e se excediam na corrupção, se esmerou, uma vez no poder, em eliminar progressivamente todo e qualquer vestígio daquilo que se poderia chamar de institucionalidade democrática"..
citado em MARINGONI, Gilberto. A Venezuela que se inventa: poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004, p. 43.
20-José Bonifácio (1763-1838)
O "Patriarca" se mostra irado pela convocação de uma Assembléia Constituinte, em 1822:
“Hei de dar um pontapé nestes revolucionários e atirar com eles no inferno! (...) Hei de enforcar esses constitucionais na praça da Constituição”!
(citado em NOGUEIRA, Denio. Raízes de uma nação: um ensaio de história sócio-econômica comparada. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1988, pp.267/268)
21-Mário Pinto Serva
Membro do Partido Democrático de São Paulo ataca o processo de industrialização do país, em artigo publicado no jornal do partido (junho de 1928):
“É preciso repetir um milhão de vezes; o Brasil é um país essencialmente agrícola. O que lhe importa fundamentalmente é explorar com a lavoura, a pecuária e a mineração, os 8.500.000 km² que possuímos e dos quais oitenta ou noventa por cento ainda estão desaproveitados [sic]. É apenas ridículo sacrificar o interesse dessa exploração ao de meia dúzia de industriais do Rio e de São Paulo. (...) Os 300.000 operários que trabalham nas indústrias de estufa do Brasil poderiam, muito mais proveitosamente para o país, estar trabalhando nas lavouras, mais necessárias ao nosso desenvolvimento. À política da lavoura devem estar subordinadas as diretrizes da nossa política aduaneira. E nada mais prejudicial à lavoura do que o protecionismo aduaneiro, que encarece formidavelmente tudo quando a lavoura exige para seu consumo”.
(citado em FAUSTO, Boris. A revolução de 1930. São Paulo; Brasiliense, 1991, p. 33)
22-Juarez Távora (1898-1975) em dose dupla. Felizmente escapamos de tê-lo como presidente. Mas não deixou de apoiar 1964 e ser ministro da "Redentora".
Já em fins da República Velha, Távora demonstrava todo o seu reacionarismo:
"A História não cita, como regra, exemplos de revoluções vitoriosas, em que a força armada não tenha precedido o povo ou, pelo menos, com ele fraternizado, no momento das pugnas decisivas. E essa interferência benéfica da força armada não se tem limitado apenas a permitir ao povo descartar-se de seus tiranos: tem valido, no meio de desordens generalizadas que caracterizam essas crises sociais, como um escudo protetor da nação contra os excessos da indisciplina popular. A França de 89 e a Rússia de nossos dias pagaram tributos caríssimos de sangue à sede de vingança das massas oprimidas, enquanto o delírio da demagogia não se submeteu à influênciamoderadora do elemento militar. E quem, entre nós seria capaz de prever as últimas conseqüências da subversão social criada pelo predomínio incontrastável do populacho? Será essa a revolução que admitem os nossos políticos?"
"Se a adoção de um ou outro desses alvitres [processo eleitoral nas mãos dos juízes ou de um Tribunal especial] não basta para restringir, a um limite razoável, as adulterações do nosso regime representativo, melhor será proscrever provisoriamente o sufrágio universal, substituindo-o por uma restrita, mas conscienciosa, elite eleitoral". (citado em FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930. São Paulo: Brasiliense, 1991, pp. 65/66)
23-François Guizot (1787-1874), primeiro-ministro francês- Elitismo e previsão fracassada:
"Nunca surgirá a alvorada do sufrágio universal, não amanhecerá o dia em que todas as criaturas humanas, sem distinção, possam ser chamadas a exercer os direitos políticos". (citado em LOSURDO, Domenico. Democracia ou bonapartismo: triunfo e decadência do sufrágio universal. Rio de Janeiro: UFRJ; São Paulo: UNESP, 2004, p. 57)
24-Thomas Babington Macaulay (1800-1859), político britânico do século XIX, sobre o que seria a representação eleitoral mais adequada:
"As ordens superiores e intermediárias SÃO OS REPRESENTANTES NATURAIS DA ESPÉCIE HUMANA. Seus interesses podem se opor, em algumas coisas, aos dos seus próprios contemporâneos, mas são idênticos aos das inúmeras gerações que se seguirão".
citado em THOMPSON, E. P. A formação da classe operária inglesa, vol. III. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 430)
25-Ludwig Von Mises (1881-1973)-O campeão do laissez-faire revela sua crença no caráter adocicado da escravidão moderna:
"(...) muitos liberais acreditavam ser necessário relatar, como regra geral, e, até mesmo, algumas vezes, de modo exagerado, casos excepcionais em que servos e escravos haviam sido cruelmente tratados. Porém, de nenhum modo, tais excessos constituíam a regra. Havia, é claro, casos isolados de abusos, e o fato de haver tais casos constituía uma razão a mais para a abolição do sistema. Entretanto, via de regra, o tratamento dos escravos por seus senhores era humano e suave..(MISES, Ludwig Von. Liberalismo: segundo a tradição clássica. Rio de Janeiro: José Olympio; Instituto Liberal, 1987, p. 24)
26-William Graham Sumner-
Um professor da Universidade de Yale funde o darwinismo social de Herbert Spencer com o senso comum liberal:
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"Os milionários são produto da seleção natural... É por eles serem escolhidos dessa forma que a riqueza- tanto a deles como aquela que lhes é confiada- aumenta em suas mãos... Eles podem com justiça ser considerados como os agentes naturalmente escolhidos pela sociedade para realizar determinado trabalho. Eles recebem altos salários e vivem luxuosamente, e isso é um bom negócio para a sociedade".
citado em GALBRAITH, John Kenneth. A era da incerteza. São Paulo: Pioneira, 1980, pp. 39/40.
27-Paulo Mercadante
Para o celebrado ensaísta do conservadorismo brasileiro, as conquistas materiais do operariado no início dos anos 60 constituíam uma "disparidade":
"Os operários eram chamados à revolução através de sistemáticas melhorias salariais. A cada onda reivindicatória de marítimos, portuários, metalúrgicos, ferroviários, mais distante ficava a revolução aspirada pelas esquerdas. Por outro lado, a disparidade salarial que se estabelecia tornava a classe média cada vez mais revoltada contra a queda do seu antigo status".
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(A consciência conservadora no Brasil: contribuição ao estudo da formação brasileira. Rio de Janeiro: UniverCidade; Topbooks, 2003, p. 52)
28-Felipe dos Santos, deputado mineiro, .e seu argumento contra o abolicionismo, em 1880:
"Se o nobre deputado reconhece que os africanos eram selvagens, como se apresenta na Câmara tratando do direito à liberdade dos africanos?"
citado em PRADO, Maria Emília. Memorial das desigualdades- os impasses da cidadania no Brasil (1870-1902). Rio de Janeiro: Revan, 2005, p. 71.
29-O reacionaríssimo Boris Casoy, ex-cabo eleitoral de Fernando Collor, durante gravação do Jornal da Band em 31 de dezembro de 2009:
http://www.youtube.com/watch?v=fOd9UvmsNto&feature=related
."Que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...".
30-General Sylvio Frota (1910-1996)- Um dos expoentes da linha dura ditatorial, em 13 de outubro de 1977, critica o reconhecimento da República Popular da China, da independência de Angola e a “infiltração comunista” nos altos escalões do poder:
“Quando as pesadas cadeias do totalitarismo marxista fizerem correr um suor de amargura pelo rosto pálido de suas viúvas [dos camaradas que não seguissem seus conselhos], não quero que em seus gritos de desespero elas acusem o general Frota de não lhes ter apontado a ameaça iminente”.
(citado em SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Castelo a Tancredo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, p. 387)

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